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02.03.2018

REVISTA ESPECIAL JORNAL NOITEDIA

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QUE ESCOLA?

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A escola do século XXI precisa estar atenta às múltiplas formas de acesso à informação, pois a sala de aula apenas não dá mais conta de to  do o conhecimento que necessita ser construído ao longo da vida acadêmica dos estudantes. Com a chegada da Era da tecnologia e da informação, a sala de aula precisa ser repensada e, nessa nova conjuntura, é necessário reinventar o fazer pedagógico, pois a estrutura do ambiente escolar e a prática pedagógica são ministradas e administradas por pessoas que fazem parte da geração X, a qual é representada pelo contexto histórico que esses indivíduos viveram na época.

Nesse sentido, a geração que temos nas escolas, hoje, representa a geração Y. Diferente da X, essa última deseja desafios, não conceitos prontos. Além disso, esses sujeitos que estão no bojo do processo do saber desejam aulas interativas, querem ser escutados, querem que suas opiniões sejam validadas e, uma vez que o professor abra espaço para discussões produtivas em sala de aula, perceberá que os estudantes possuem visão holística de mundo. Diante de tal constatação, os profissionais da educação precisam ter uma formação ao longo da vida profissional que lhes permita a aquisição dos múltiplos letramentos, ou seja, para atender os estudantes do século XXI, é necessário possuir diversos saberes

      A escola como um todo precisa buscar ações estratégicas que “driblem” alguns aspectos que o sistema educacional nos propõe. Por exemplo, as instituições de ensino têm a responsabilidade de garantir o saber acadêmico – conteúdos escolares. Em contrapartida, cai no abismo do reducionismo uma vez que não contempla em sua integralidade a formação desse indiví- duo . O sujeito que vive em uma sociedade em que tudo muda repentinamente – sociedade líquida tão bem definida por Bauman – apenas ministrando conteúdos, garante um cabedal de saberes suficientes para esse sujeito ser feliz? As famílias que pertencem à geração X conseguem auxiliar e orientar devidamente seus filhos?

A escola que se compromete a pensar os estudantes como sujeitos imbuídos de conhecimentos adquiridos no seio familiar e por todos os outros meios a que lhes são permitidos acessos, precisa reinventar o direcionamento da construção dos saberes, e aqui me refiro aos saberes que conseguem desenvolver a consciência crítica de forma bem coerente, um saber crítico que possa trazer contribuições para a sociedade e, consequentemente, para os sujeitos que nela estão inseridos. É perceptível, após a GLOBALIZAÇÃO, que o mundo estreitou as ligações, consequência direta da emergência das novas tecnologias da informação. Nesse contexto, o local perde relevância diante do GLOBAL. Nesse ponto, surge o maior desafio para o professor, uma vez que ele precisa dominar conhecimentos múltiplos ou sua prática perderá grande parte da sua relevância.

Nas minhas andanças pela educação, tive oportunidade de visitar outro país, conhecer a realidade educacional por outro prisma, pude perceber a preocupação com a formação acadêmica e também para viver e cuidar do mundo. A escola no Brasil, muitas vezes ainda se mostra alheia aos problemas ambientais e sociais que o mundo enfrenta em nossos dias, a ideologia não é vinculada à prática. O ambiente educacional deve ser o lugar do diálogo de gerações diversas e desiguais, que buscam a constituição de conhecimentos e valores indispensáveis ao bem-estar comum.

Edgar Morin define bem o papel do professor em um contexto em que a tecnologia dinamizou o acesso às informações.Em seu texto Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, ele elenca tais saberes na seguinte ordem: o estudo do próprio conhecimento; a pertinência dos conteúdos, para que possibilitem a “apreender problemas globais e fundamentais”; o estudo da condição humana, entendida como unidade complexa da natureza dos indivíduos; ensinar a identidade terrena, que se refere a abordar as relações humanas de um ponto de vista global; enfrentar as incertezas com base nos aportes recentes das ciências; aprendizado da compreensão, que pede uma reforma de mentalidades para superar males como o racismo; e ,finalmente, uma ética global, baseada na consciência do ser humano como indivíduo e parte da sociedade e da espécie.

Nessa perspectiva, o ensino é ressignificado, atendendo as necessidades desse aluno que transita em um mundo de relações tão complexas, compreendendo o seu estar no mundo. Um ensino que não veja esse aluno não apenas como parte de uma coletividade, mas, sobretudo em sua individualidade tenderá ao fracasso, pois cada estudante é único, e tem sua forma própria de apreender o conhecimento. Enfatizo: preparar os melhores cidadãos para o mundo é o papel da escola, ser os melhores do mundo é algo que compete a cada um deles.

Maria das Graças Passos da Silva
Especialista em Coordenação, Supervisão, Neuropsicologia,
Ensino Superior e Orientação Educacional
Coordenadora Pedagógica – Colégio Santo Antônio –

 

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